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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Diversos municípios cancelam o carnaval por causa do surto de dengue.

Olá colegas, nas minhas viagens na internet achei algo interessante: Li sobre diversos municípios que cancelaram o carnaval por causa do surto de dengue na sua população.
Achei que eram situações isoladas, mas quando resolvi pesquisar com mais vigor, fiquei espantado com a quantidade de prefeituras que cancelaram as festas momescas por causa dos riscos e agravos que sua população estava sofrendo.

Vejam abaixo as cidades que tiveram o Carnaval canelado por causa do surto de dengue na sua população:

Penápolis - SP

Depois de confirmar mais de 200 casos positivos de dengue, o município de Penápolis, interior de São Paulo, decretou epidemia da doença.

Para aumentar as ações de combate à dengue, o prefeito Célio José de Oliveira (PSD) decidiu cancelar a realização do tradicional carnaval de rua na cidade. A verba de R$ 100 mil reais que seria usada para a festa popular, agora será empregada na secretaria de Saúde.

Agentes da saúde estão realizando diariamente a visitação nas casas para orientar a população e recolher recipientes que podem ser alvo do mosquito transmissor da doença. Na semana passada, a cidade também fez um arrastão contra a dengue e recolheu 207 toneladas de lixo em cinco bairros da zona leste, região em que há mais registros da doença.

Itapira - SP

Itapira, cidade localizada a 70km de Campinas, cancelou todos os eventos do Carnaval programados para este ano, como desfile de escolas de samba e blocos e a escolha da Rainha do Carnaval e da corte do Rei Momo. O motivo é a epidemia de dengue que assola o município, com 220 casos registrados oficialmente até 15 de janeiro.

A Secretaria de Saúde concluiu que a aglomeração de pessoas pode ajudar a aumentar o número de casos da doença. Além disso, o Parque Juca Mulato, onde o Carnaval é realizado, fica próximo dos bairros com maior incidência da doença.

Outro objetivo é evitar que resíduos da festa, como latas de cerveja, copos e garrafas, sirvam de criadouros para o mosquito da dengue.

No ano passado, aproximadamente 10 mil pessoas acompanharam o Carnaval em Itapira.

As escolas de samba e blocos carnavalescos foram informadas pela Prefeitura do cancelamento nesta sexta-feira (30), mesmo dia da decisão do Executivo.

A Prefeitura também fará uma reunião com os presidentes de clubes que realizarão bailes de Carnaval para passar orientações e prevenções sobre a dengue.

Até o dia 15 de janeiro, o município registrou 220 casos de dengue, uma média de 14,6 casos por dia, e a Secretaria de Saúde ainda trabalha para atualizar os números, que seguramente são maiores.

A quantidade de casos já confirmados corresponde a 39% das 564 notificações registradas em todo o ano de 2014. Não há registro de morte pela doença.

A cidade decretou estado de emergência e montou esquema especial na rede de Saúde para atender usuários com sintomas da dengue.

As regiões mais afetadas pela epidemia são as de Cubatão, Central e Prados. Somente na última, foram 70 casos confirmados em dezembro. Devido ao surto, as unidades básicas de saúde (UBS) estão atendendo também aos sábados. Em duas delas, Cubatão e Prados, os casos de dengue são tratados como prioridade.

Catanduva - SP

A prefeitura de Catanduva (SP) decretou estado de emergência por causa da dengue. O ano está começando e cidade, de apenas 120 mil habitantes já vive uma epidemia. Em duas semanas, a Vigilância Epidemiológica recebeu 386 notificações de moradores com sintomas da doença, 38 casos foram confirmados. No ano passado, 515 moradores tiveram dengue.
O carnaval de Catanduva é um dos mais tradicionais do noroeste paulista e atrai em média 100 mil pessoas. A festa foi cancelada por causa da epidemia de dengue no município. Cerca de R$ 1,5 milhão e serão economizados. O município pretende usar parte do dinheiro para investir em medidas de combate à dengue.

A primeira já foi anunciada: 80 novos funcionários serão contratados para trabalhar como agentes de saúde. "Nós estamos vivendo um momento em que tem que se otimizar os recursos públicos. Nesse momento em que temos uma crise de dengue e necessidade de investimentos na área da saúde, tomamos essa decisão de não realizar o carnaval, devido a esse comportamento da economia e a queda de repasses de verbas do governo Federal e Estadual, isso tudo gera uma insegurança especialmente em começo de ano, então temos que otimizar os recursos", explica o prefeito Geraldo Vinholi.

Por dia, os Pronto Socorros estão atendendo cerca de 70 pessoas com sintomas da doença. De acordo com o Secretário de Saúde João Marcelo Porcionato, a situação é preocupante. “Nós temos que tomar as medidas, mas a gente precisa também do apoio da população. A população tem que fazer o dever de casa, olhar no quintal, evitar água parada. Temos batido em cima dessa tecla desde o ano passado para intensificar a prevenção", comenta Porcionato.

Os números da doença na cidade podem ser ainda maiores. A Secretaria de Saúde ainda vai atualizar os casos. Segundo a prefeitura, com a mudança no sistema de avaliação dos pacientes, é preciso esperar uma confirmação da Vigilância Epidemiológica.

Itabuna - Ba

O carnaval antecipado da cidade de Itabuna, que estava previsto para acontecer entre os dias 13 e 16 de fevereiro, foi suspenso pelo prefeito Claudevane Leite. Ele decidiu acatar a recomendação do Ministério Público Estadual (MP-BA), pois existe um alerta dado pela secretaria de Saúde, indicando um possível surto de dengue durante a festa.

Em nota divulgada pela prefeitura, o prefeito afirma que "não teria sentido manter o carnaval, diante de tudo o que pode acontecer, principalmente em relação ao aumento da dengue e da violência".
Segundo informações do Correio, Itabuna está em 'situação de emergência' pelo prazo de 180 dias por conta da forte chuva que caiu em novembro de 2013 e a possibilidade do risco de aumento dos casos de dengue.


Ainda em nota, o prefeito informou que os patrocinadores, blocos e entidades que organizavam o micareta serão informados da decisão.

Peabiru - PR

A epidemia de dengue que assola Peabiru, no Centro-oeste do Paraná, fez o prefeito do município, Claudinei Minchio (PT), cancelar qualquer tipo de aglomeração na cidade, inclusive o carnaval, que começa no fim de semana. Além de estar entre os cinco municípios paranaenses com surto da doença, Peabiru tem o maior número de casos confirmados em todo o estado: são 751 segundo o último levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), divulgado na segunda-feira (4).


O prefeito acredita que as festas no feriado poderão atrair visitantes que possam trazer outros tipos de vírus para o município. Segundo ele, o tipo 1 da doença é o mais notificado. A ideia de cancelar as festas partiu de uma reunião entre a prefeitura e a 11ª Regional de Saúde. “Baseado na recomendação da regional, resolvemos baixar o decreto e cancelar essas aglomerações que pudessem trazer pessoas de fora de Peabiru, aumentando assim o risco de contaminação”, declarou à RPC TV.

O cancelamento não alegrou os blocos de carnaval em Peabiru, que agora ficaram com as despesas. “Estamos nos sentindo como uma criança que tira o doce da boca. É um trabalho que começa no meio do ano [anterior], com confecções de fantasias e ensaios”, comentou o presidente de bloco Anderson Brito. Essa não é a primeira medida do prefeito que altera a rotina do município. Em janeiro, ele decretou ponto facultativo em plena sexta-feira para organizar um mutirão contra o mosquito.

A preocupação não é para menos. Apenas 21 casos confirmados de dengue são importados. Todos os 731 restantes foram contraídos no próprio município, de 13,6 mil habitantes – mais de 5% da população já contraiu o vírus. O número de notificações divulgado na segunda-feira (4) foi de 1.783. Além disso, a única morte registrada no estado por dengue, em Campo Mourão, foi de uma pessoa que contraiu o vírus da dengue em Peabiru, de acordo com a Sesa.

Cancelamento divide opiniões

O cancelamento do carnaval de Peabiru ainda divide a opinião dos moradores. A empregada doméstica Ana Maria dos Santos disse acreditar que a população se preocupa mais com a distração. “O povo quer mesmo é se divertir. Acho que não precisava proibir [a festa]”, comentou à RPC TV. Já a dona de casa Diva Sampaio concordou que o Carnaval poderia trazer riscos à população. “Tem que proibir mesmo. As pessoas vão deixar copos no chão, vai ficar tudo sujo e corre o risco de chover. Seria a chance para o mosquito se proliferar”, afirmou.

Rosário do Oeste - MT

A possibilidade de um surto de dengue levou a Prefeitura de Rosário Oeste (128 km de Cuiabá) a cancelar o Carnaval na cidade, um dos mais tradicionais de Mato Grosso. Eram quase R$ 40 mil em gastos previstos para a infraestrutura e a contratação de músicos para animar a festa de rua.

A verba da folia será investida agora, de acordo com a prefeitura, em medidas emergenciais de combate ao mosquito Aedes aegypti, como mutirões de coleta de lixo, limpeza de terrenos baldios e fiscalização de criadouros nas casas dos moradores.

Desde janeiro, a cidade já teve 138 casos suspeitos notificados e 16 confirmados --quatro na variedade hemorrágica. O número representa 20% de todas as notificações da doença no Estado em 2009: 688, em janeiro e no início de fevereiro.

Recém-empossado, o prefeito Joemil Araújo (PMDB) diz que a saúde é "prioritária" em relação ao Carnaval. "O custo previsto para realizar o Carnaval vai ser investido na prevenção da dengue", afirma.

Araújo chegou a decretar situação de emergência no município, que tem 18 mil habitantes, mas a Defesa Civil negou o pedido após ouvir a Secretaria Estadual de Saúde, que não vê a situação do município como alarmante.

"A situação epidemiológica em Rosário Oeste pode ser enfrentada com os recursos e a estrutura que o município já possui", afirma Oberdan Lira, coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental.


Em Mato Grosso, segundo ele, os casos notificados até o momento são 25% menores do que os registrados no mesmo período de 2008.
Fontes: G1, Folha UOL, Tribuna da Bahia, Folha da Região, Diário do Pará


Isso serve para mostrar o quanto o nosso trabalho é importante, e que quano o município não investe nos agentes de saúde é aumentam gradativamente os custos!

Por essas razões, valorizar os Agentes de Saúde é valorizar a saúde da população!


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