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sábado, 28 de março de 2015

Filho de catadora passa em 1º lugar em escola federal estudando com livros achados pela mãe no lixo

Um exemplo de perseverança e luta, o garoto Thompson Vitor, 15 anos de idade, filho de uma catadora de lixo e de família simples, passou em primeiro lugar no exame de seleção Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), onde irá cursar Multimídia este ano. A história deste jovem nos ensina a não desistir dos nossos sonhos independentemente dos obstáculos que apareçam no caminho.

Falta de dinheiro não é desculpa para não estudar. O garoto acorda todos os dias as 05h30 e percorre 6 km de bicicleta para chegar à escola. A família mora em Alecrim, um bairro localizado na comunidade de Paço da Pátria, em Natal. Após voltar do colégio, ele passa a tarde toda estudando e utiliza livros que sua mãe trazia do lixão. “Eu pegava os livros que os ricos jogavam no lixo e trazia pra casa. Eu dava pra eles aqueles livros bonitinhos e colocava eles pra estudarem. Aí eu incentivei eles a gostarem de livro”, diz Rosângela, a mãe do garoto.

Em 2014, Thomson fez o exame de seleção do IFRN, mas não alcançou nota suficiente para a aprovação. Ele até pensou em desistir, mas foi incentivado por professores a continuar estudando. Com muita persistência, conquistou seu grande sonho: “Só sei que não estudo por obrigação, estudo porque gosto. É o que falo pra todo mundo, estudar pra mim é como uma arte. E não tem muito segredo, tem que ter foco.“, afirma.

O garoto virou orgulho para seus pais, que não completaram o ensino fundamental. A mãe dele ficou muito feliz com o resultado: “Sempre ouvi que filho de pobre só dá pra ser bandido. Quero mostrar pra sociedade que isso não é verdade, os meus não são bandidos e vão ser grandes. Nisso sim, sempre tive fé”, afirma.
Fonte Hypness

Muito linda essa historia! 

Mas que os amantes da meritocracia saibam enxergar que sim, foi mérito do garoto e de sua família, mas ele é a exceção e não a regra. 


E tomar a exceção pela regra para negligenciar desigualdades de oportunidade com falas como 'viu, é só estudar' e 'ele não precisou de cotas' é perpetuar injustiça.

Vamos ficar ligados!!!
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