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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Devido invasão no plenário da Câmara, apreciação do veto do PLC 210/15 foi adiado novamente.

Cerca de 50 pessoas invadiram o plenário da Câmara dos Deputados.
Olá colegas, devido a invasão no Plenário da Câmara, não foi dessa vez que a apreciação do veto presidencial ao PLC 210/15, que dentre outros direitos, busca benefícios sociais para a categoria.


Manifestantes invadiram na tarde desta quarta-feira o plenário da Câmara dos Deputados e provocaram tumulto no local: seguranças e invasores entraram em confronto. A porta de vidro que dá acesso ao plenário foi quebrada e a sessão teve de ser interrompida. “Nem eu sei o que está acontecendo. Não sei o que eles estão reivindicando”, disse Waldir Maranhão (PP-MA), que presidia a sessão, ao sair visivelmente assustado do plenário. Ainda restam cerca de quarenta manifestantes no local – o plenário está isolado. Parte do grupo foi hostilizada ao ser retirada do plenário aos gritos de “fascistas” e “arruaceiros”. O Salão Verde também foi esvaziado.

Os manifestantes leram uma pauta com cerca de 50 itens, segundo o deputado Darcisio Perondi (PMDB-RS). O plenário da Câmara foi isolado e as negociações para a desocupação ocorrem sem a presença da imprensa. os Beto Mansur e Lincoln Portela atuam como negociadores. Na pauta dos manifestantes estão temas como o fim dos supersalários.

Ao chegar, o grupo entoava palavras de apoio ao juiz federal Sergio Moro e cantou o hino nacional. Da tribuna, gritavam palavras de ordem em favor de intervenção militar e bradavam: “General aqui”.

“Somos contra todos os políticos”, afirmou o manifestante Jeferson Vieira Alves. Ele nega que o movimento tenha sido articulado com outras entidades. “Sou uma pessoa sozinha e cansada. O que nós queremos é acabar com a impunidade e a corrupção no país”.

Os parlamentares foram pegos de surpresa pelo grupo, que rapidamente tomou a tribuna.

A invasão se dá no dia em que a Comissão Especial da Câmara criada para analisar o pacote anticorrupção se reuniria para votar o texto.

Pouco antes da ação do grupo, o procurador Deltan Dallangnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato recorrer às redes sociais para denunciar o que chamou de manobras contra as Dez Medidas propostas pelo Ministério Público. “Notícias dão conta de que estão acontecendo manobras de líderes partidários na Câmara para mudar os deputados da Comissão que votariam a favor das 10 Medidas contra a Corrupção. Isso é um desrespeito com os mais de 2 milhões de brasileiros que assinaram o projeto de iniciativa popular. É um desrespeito com os 200 milhões de brasileiros que querem um processo de discussão e aperfeiçoamento legítimo no Legislativo – basta dizer que esses deputados ouviram mais de 100 pessoas. Não é possível simplesmente trocá-los. Sentindo-me profundamente desrespeitado, como cidadão”, escreveu.

Manifesto

O grupo apresentou um manifesto no plenário com uma pauta extensa e pede, entre outros pontos, o fim de "supersalários" a servidores públicos; de aposentadorias em valores elevados; de ensino classificado por eles como "carregado de ideologia", além de fatores considerados pelos manifestantes como comunistas e socialistas.
Os integrantes do grupo se disseram a favor da intervenção militar no Brasil porque, segundo eles, os deputados federais estão implantando o comunismo no Brasil.
Eles também se dizem contrários a mudanças no projeto de lei das medidas de combate à corrupção. O protesto foi organizado por redes sociais, segundo o grupo.
Durante a invasão, uma das portas de acesso ao plenário da Casa foi quebrada pelo grupo.

Uma participante chegou a cuspir em um dos seguranças da Câmara, o que iniciou um tumulto no local.
O primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), e outros deputados foram ao local para tentar negociar a liberação do espaço. Enquanto o grupo estava no plenário da Casa, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), criticou os manifestantes e pediu respeiro à democracia.
"Eles querem negociar, estão chamando o general para sairem daqui. É um grupo de direita, e o país não comporta mais isso [intervenção militar]. Eu vivi a ditadura militar, eu vivi a desgraça da administração do PT, mas viva a democracia, tem que respeitar a democracia", afirmou o peemedebista.
De acordo com o deputado Marcos Rogério  (DEM-RO), os parlamentares foram informados pela segurança da Casa de que havia a possibilidade de manifestantes estarem armados.
"Não podemos permitir que o parlamento, que representa a sociedade, sofra uma violência como essa", afirmou.

Manifesto

O grupo apresentou um manifesto no plenário com uma pauta extensa e pede, entre outros pontos, o fim de "supersalários" a servidores públicos; de aposentadorias em valores elevados; de ensino classificado por eles como "carregado de ideologia", além de fatores considerados pelos manifestantes como comunistas e socialistas.
Os integrantes do grupo se disseram a favor da intervenção militar no Brasil porque, segundo eles, os deputados federais estão implantando o comunismo no Brasil.
Eles também se dizem contrários a mudanças no projeto de lei das medidas de combate à corrupção. O protesto foi organizado por redes sociais, segundo o grupo.
Durante a invasão, uma das portas de acesso ao plenário da Casa foi quebrada pelo grupo.

Imprensa

Toda a imprensa foi retirada do plenário pela Polícia Legislativa da Câmara. Repórteres e cinegrafistas foram retirados, sem que pudessem continuar registrando os procedimentos da Polícia Legislativa.
Além disso, a transmissão da sessão pela TV Câmara foi interrompida enquanto os manifestantes estavam no plenário.
Segundo Mansur, a imprensa foi expulsa do local porque a presença de jornalistas poderia atrapalhar na negociação.
"Se pusermos a imprensa aqui dentro, complica, porque aí que eles não saem, não negociam porque eles querem aparecer na mídia", afirmou. Ainda de acordo com Mansur, todos serão indiciados.

O veto presidencial do PLC 210/15 foi adiado devido à manifestação

A apreciação do veto n° 40, que é o PLC 210/15, que garante à categoria aposentadoria especial e benefícios sociais, foi novamente adiada e não tem data para nova apreciação.
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