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terça-feira, 19 de novembro de 2013

ATENÇÃO: Substituição de larvicida no combate a Dengue em Salvador. CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS

Olá colegas de Agentes de Saúde.
Depois desse merecido feriadão de descanso (mais sem dinheiro), voltamos a vida normal.
Após quase três anos de uso, finalmente o larvicida Diflubenzuron será substituído. Depois de muitas contradições dos Agentes de Endemias entre as gestões de vários municípios sobre a eficácia do produto e os males contra a a saúde do servidor, pelos sintomas apresentados  e consequentemente por essas pressões vários municípios aboliram o uso desse larvicida no combate a dengue.
Aqui no Município de Salvador o uso do Diflubenzuron começou em 2011, iniciando no Distrito do Subúrbio Ferroviário, e aqui não foi diferente de outros municípios: aceito com desconfiança no campo, com vários colegas tendo reações alérgicas ao larvicida e principalmente não tendo a eficácia esperada nos resultados finais de cada ciclo culminaram na mudança do larvicida.

Qual será o novo larvicida utilizado para o combate a Dengue em Salvador?


Será o Novaluron o modo de ação é praticamente igual do seu futuro antecessor o Diflubenzuron: Inibidores de Síntese de Quitina.

O Novaluron é um larvicida do grupo do Inibidores de Síntese de quitina – Benzoil-fenil-uréias – BPU, geralemente é de baixa toxicidade aguda, subaguda e crônica, tendo sido registrado como inseticida para culturas alimentares e ornamentais.
   A OMS avaliou o Novaluron para uso como larvicida em reservatórios de água de consumo, particularmente para controle da Dengue.
  O novaluron inibie o crescimento dos insetos, impedindo a formação da quitina (elemento essencial do exoesqueleto, com função de proteção mecânica). Leva à má formação e esterilidade nos insetos adultos, caso consigam eclodir.
    Permite um efetivo controle de larvas, com baixa dosagem, reduzindo dessa forma os riscos de intoxicação e contaminação.
 
A OMS indica o uso do Novaluron de 0,01 a 0,05 mg i.a./litro, no entanto o Ministério da Saúde adotou a dose de 0,02 mg i.a./litro  conforme a RESOLUÇÃO - RE Nº 5.148, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2010, sendo que em nenhuma hipótese o produto será utilizado puro.

   A Nota Técnica nº 57/2011, estabelece os procedimentos técnicos para o uso do Novaluron na rotina de controle larvário.

  O produto pode ser tóxico ao homem e ao meio ambiente se não utilizado conforme as recomendações.

Veja abaixo os EPI's necessários para a utilização do novo larvicida:



Efeitos do Produto:

Efeitos adversos à saúde humana: o NOVALURON pode provocar irritação cutânea e ocular. Em exposições dérmicas crônicas, pode causar reações alérgicas.

Efeitos Ambientais: o produto apresenta alta toxicidade para organismos aquáticos e pode causar efeitos adversos em longo prazo no meio aquático.

Perigos específicos: não há outros perigos relacionados ao produto.

Qualquer sintomatologia após a exposição ao produto pode estar relacionada a intoxicação.

A ingestão de grandes quantidades do ingrediente ativo pode provocar metahemoglobinemia.

A Metahemoglobinemia, também conhecida por "meta-Hb", é uma desordem caracterizada pela presença de um nível mais alto do que o normal de metahemoglobina no sangue.
Metahemoglobina: forma de hemoglobina que não se liga ao oxigênio. Quando sua concentração é elevada nas hemácias pode ocorrer uma anemia funcional

MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS

   De forma geral deve-se levar o acidentado para um local arejado. Retirar as roupas contaminadas. Lavar as partes do corpo atingidas com água em abundância durante 30 minutos. Se o acidentado estiver inconsciente e não respirar mais, praticar respiração artificial ou oxigenação e encaminhar ao serviço médico mais próximo.

Inalação: remover a pessoa para local arejado. Se não estiver respirando, faça respiração artificial. Se respirar com dificuldade, consultar um médico imediatamente.

Contato com a pele: lavar imediatamente a área afetada com água em abundância durante 30 minutos. Remover as roupas contaminadas. Ocorrendo efeitos/sintomas, consultar um médico. Lavar as roupas contaminadas antes de reutilizá-las e descartar os sapatos contaminados.

Contato com os olhos: lavá-los imediatamente com água em abundância durante 30 minutos.

Ingestão: não provocar vômito, entretanto é possível que o mesmo ocorra espontaneamente não devendo ser evitado, deitar o paciente de lado para evitar que aspire resíduos.

   O tratamento sintomático deverá compreender, sobretudo medidas de suporte como correção de distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos, além de assistência respiratória. Monitoramento das funções hepática e renal deverá ser mantido. Caso ocorra metahemoglobinemia utilizar Solução de Azul de Metileno (estéril). O tratamento deve ser de suporte e sustentação, com observação rigorosa do nível de consciência, ritmo cardíaco e respiratório.
Fonte: AACEJN

A apresentação do larvicida já começou para os Supervisores Gerais (nova nomenclatura para Subcoordenador). provavelmente começaremos a utilizar no ano que vem, tendo vista que os ciclos desse ano estão sendo finalizados.

"A atenção é a mais importante de todas as faculdades para o desenvolvimento da inteligência humana."
Charles Darwin


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