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terça-feira, 14 de abril de 2015

Contra PL 4330, Brasil vai cruzar os braços no dia 15/04! Rodoviários paralisarão as atividades!

As respostas da classe trabalhadora e dos movimentos sociais para o mais recente ataque do Congresso Nacional aos direitos trabalhistas começam no próximo dia 15 de abril.

Em dia nacional de paralisação, CUT, CTB, INTERSINDICAL e as principais sindicais brasileiras se unirão a parceiros dos movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e Fora do Eixo-Mídia Ninja para cobrar a retirada do Projeto de Lei 4330.

O texto não melhora as condições dos cerca de 12,7 milhões de terceirizados (26,8% do mercado de trabalho) e ainda amplia a possibilidade de estender esse modelo para a atividade-fim, a principal da empresa, o que é proibido no Brasil. Fragmenta também a representação sindical e legaliza a diferença de tratamento e direitos entre contratados diretos e terceirizados.

Contra a direita

Além de orientar os sindicatos de base para que cruzem os braços contra o projeto de terceirização sem limites, no próximo dia 15, a CUT também fará atividades diante de federações da indústria e integrará os atos por direitos e contra a direita.

Em Salvador a concentração será as 15:00 no largo do Campo Grande, às 15:00.

Rodoviários vão parar!

Os rodoviários de Salvador decidiram em assembleia realizada nesta terça-feira (14) paralisar as
atividades nas primeiras horas da quarta-feira, em ato coordenado com a greve geral convocada pelos movimentos trabalhistas em protesto contra o projeto de lei da terceirização.

Segundo o sindicato, os ônibus ficarão parados na garagem a partir das 4h e voltam a circular normalmente a partir das 8h, de maneira gradual.

Vejam as palavras das lideranças sindicais brasileiras

Presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, apontou que a luta contra o PL 4330 é o combate mais importante da atual conjuntura porque assola os direitos dos trabalhadores.

“Mesmo após o enfrentamento ao Congresso conservador e a truculência da polícia que agrediu nossos militantes, nossa luta vai se intensificar. Vamos cruzar os braços e faremos questão de ir de estado em estado para denunciar os deputados que votarem a favor do projeto para que o povo brasileiro não reeleja os traidores da classe trabalhadora”, disse.

Presidente da CTB, Adilson Araújo, ressalta que ao institucionalizar o trabalho precário no Brasil, o projeto leva a um colapso da economia.

“Quando você permite que mais de 40 milhões de trabalhadores migrem para um contrato precarizado, você afeta a contribuição ao FGTS (Fundo de Garantia), à Previdência Social e impacto no SUS (Sistema Único de Saúde), já que os terceirizados são as maiores vítimas das doenças ocupacionais e de óbitos no ambiente de trabalho”, lembrou.

Para Edson Carneiro, o Índio, secretário-geral da Intersindical, o PL 4330 pode ser um tiro de morte nos direitos trabalhistas.

“Com a generalização da terceirização para todas as atividades, não melhoraremos a vida de quem já é afetado e ainda atacaremos as conquistas das convenções e acordos coletivos. Não temos duvida do significado desse ataque por parte do Congresso e da importância da unidade contra a fragmentação das organizações trabalhistas e dos fundos essenciais para as políticas públicas”, falou.

Terceirização em números

Como parte da estratégia de luta contra a ampliação da terceirização, a CUT lançou em março deste ano o dossiê “Terceirização e Desenvolvimento: uma conta que não fecha” que comprova: esse modelo de contratação só é bom para quem vê na degradação das condições de trabalho uma forma de lucro.

Segundo o documento, em dezembro de 2013, os trabalhadores terceirizados recebiam 24,7% a menos do que os contratados diretos, realizavam uma jornada semanal de 3 horas a mais e eram as maiores vítimas de acidentes de trabalho: no setor elétrico, segundo levantamento da Fundação Comitê de Gestão Empresarial (Coge), morreram 3,4 vezes mais terceirizados do que os efetivos nas distribuidoras, geradoras e transmissoras da área de energia elétrica.

Ainda segundo o pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit), da Unicamp, Vitor Filgueiras, “dos 10 maiores resgates de trabalhadores em condições análogas à de escravos no Brasil, entre 2010 e 2013, em 90% dos flagrantes, os trabalhadores vitimados eram terceirizados.”


A FETRAMEB e a CONFETAM, apoiam o movimento contra o PL 4330

 Dia 15 de Abril, a FETRAMEB/CUT/CONFETAM, está orientando a todos os seus sindicatos filiados a promoverem uma paralização em todos os setores da prefeitura como forma de protesto pela aprovação na Câmara dos Deputados do PL 4330 que escancara e permite a terceirização em todos os setores da economia, dos serviços públicos e privados, precarizando ainda mais a relação do trabalho, a paralização além do protesto pela aprovação do projeto, visa também criar uma mobilização das massas em todo o Brasil capaz de criar as condições politicas favoráveis ao veto pela Presidenta Dilma, caso seja aprovado também pelo Senado.
       Neste sentido conclamamos todos os sindicatos a se engajarem nesta luta, convocando os seus filiados para esta paralização que é de suma importância para a nossa categoria e os Trabalhadores do nosso País.
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