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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

FATALIDADE: Agente de Saúde morre vítima de uma picada de cobra em RO.


Olá colegas, infelizmente uma péssima notícia: mais um colega que se vai. O Agente de Saúde Denílson Felix, foi vitima de acidente ofídico com cobra bico de jaca do gênero jararaca. Não aguentou a picada e veio a falecer ontem (15/11).

Denílson foi picado pela cobra quando fazia uma roçada de pastagens na linha quatorzinha no município de Seringueiras.

Foi imediatamente socorrido á unidade hospitalar local, mas devido ao agravamento do quadro, o mesmo foi levado com urgência para o regional de Cacoal, onde faleceu.
Seu corpo está sendo transferido para Seringueiras, onde será velado na igreja Assembléia de Deus e sepultado no cemitério local.

A noticia de sua morte causou grande comoção na comunidade devido ser pessoa muito querida de todos e ao seu grande número de amigos.
Fonte: Jornal Correio do Vale

Conheça a serpente Bico de Jaca:

Cobra Bico de Jaca
A serpente Lachesis muta foi descrita em 1766 por Linnaeus, que originalmente a denonimou Crotalus mutus (Cascavel silenciosa). O nome "muta" de origem latina significa "muda", referindo-se ao fato de essa espécie parecer com a Cascavel, mas sem ter um guizo ou chocalho na ponta da cauda. No Acre, essa espécie de cobra é eventualmente chamada de Cascavel por alguns moradores da floresta, devido o comportamento dela vibrar a cauda que no chão da floresta pode fazer um ruído que eles atribuem ao som de um chocalho. As protuberâncias cônicas de suas escamas lembram uma casca de jaca, de onde provém o nome popular “Pico-de-jaca” ou "Bico-de-jaca". Apesar de que muitos publicam e ensinam como Surucucu o nome popular de Lachesis muta, o nome Pico-de-jaca é o mais utilizado na Amazônia. Na Bahia essa cobra é também conhecida como  Pico-de-jaca, Surucucu-pico-de-jaca, Surucucu-cospe-fogo e Surucucu-apaga-fogo. Em algumas regiões da Amazônia (em especial Acre e Amazonas) o nome "Surucucu" é utilizado para designar a serpente Bothrops atrox, que também é conhecida como Jararaca. Pode ultrapassar três metros de comprimento. É a maior cobra peçonhenta das Américas.

AÇÃO DO VENENO E SINTOMAS NA VÍTIMA


O veneno apresenta ação proteolítica (atividade inflamatória aguda), hemorrágica, coagulante e neurotóxica.
A sintomatologia na vítima devido a ação proteolítica, hemorrágica e coagulante do veneno é semelhante ao acidente botrópico (causado pelas jararacas) com dor, edema e equimose (que pode progredir para todo membro acometido), formação de bolhas, gengivorragia e hematúria. Difere do acidente botrópico devido ao quadro neurotóxico: bradicardia, hipotensão arterial, sudorese, vômitos, náuseas, cólicas abdominais e distúrbios digestivos (diarreia). A vítima poderá falecer por insuficiência renal aguda. A diferenciação do envenenamento laquético do botrópico é relativamente mais difícil devido à semelhança entre os sintomas, caso a serpente causadora não tenha sido capturada e levada até o hospital. Entretanto, os sintomas relacionados com a ativação do sistema nervoso autônomo parassimpático (exclusivos do acidente laquético) seriam evidentes e precoces para diagnosticar e realizar o tratamento específico. Na dúvida deve-se utilizar o soro antibotropicolaquetico.
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