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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Ministério da Saúde lança nota negando a relação de Microcefalia com o Larvicida Pyriproxyfen utilizado pelos ACE's no combate ao Aedes.

Depois da divulgação dos Estudos da Organização Argentina de Medicina, juntamente com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva - ABRASCO, sobre a relação da Microcefalia com a utilização do Pyriproxyfen, Ministério da Saúde lança uma nota negando tal relação. Devido aos estudos o Governo do Rio Grande do Sul, suspendeu a utilização do larvicida no estado. Veja abaixo a nota do Ministério da Saúde:


NOTA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Não existe nenhum estudo epidemiológico que comprove a associação do uso de pyriproxifen e a microcefalia. O Ministério da Saúde somente utiliza larvicidas recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os produtos passam por um rigoroso processo de avaliação da World Health Organization Pesticed Evaluation Scheme (WHOPES). 

O pyriproxifen está entre os produtos aprovados por esse comitê e também possui certificação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que avalia a segurança do larvicida no Brasil. 

Ao contrário da relação entre o vírus Zika e a microcefalia, que já teve sua confirmação atestada em exames que apontaram a presença do vírus em amostras de sangue, tecidos e no líquido amniótico, a associação entre o uso de pyriproxifen e a microcefalia não possui nenhum embasamento cientifico. É importante destacar que algumas localidades que não utilizam o pyriproxifen também tiveram casos de microcefalia notificados.

A Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS), como autoridade de saúde local, tem autonomia para utilizar o produto adquirido e distribuído pelo Ministério da Saúde ou desenvolver estratégias alternativas.

Cabe ressaltar que o Ministério da Saúde somente recomenda a utilização de larvicidas em situações especiais, onde há necessidade de armazenamento de água e os depósitos não podem ser protegidos fisicamente. 

É importante lembrar que para erradicar o Aedes aegypti e todos os seus possíveis criadouros, é necessária a adoção de uma rotina com medidas simples para eliminar recipientes que possam acumular água parada. Quinze minutos de vistoria são o suficiente para manter o ambiente limpo. Pratinhos com vasos de planta, lixeiras, baldes, ralos, calhas, garrafas, pneus e até brinquedos podem ser os vilões e servir de criadouros para as larvas do mosquito. Outras iniciativas de proteção individual também podem complementar a prevenção das doenças, como o uso de repelentes e inseticidas para o ambiente.

LINK DO RELATÓRIO DA OMS

Destaco a página 14, onde atesta a segurança do produto para uso em água potável:

Hazard summary Pyriproxyfen was evaluated by the FAO/WHO JMPR in 1999 and 2001. The 1999 JMPR established an ADI of 0-0.1 mg/kg bw, on the basis of a 1-year study in dogs and a safety factor of 100 and concluded that it was not necessary to establish an acute reference dose because of low acute toxicity of pyriproxyfen. The 2001 JMPR assessed the safety of pyriproxyfen as a mosquito larvicide in potable water and concluded that intake at the target concentration for control would not present unacceptable risks. 

http://www.who.int/whopes/quality/en/pyriproxyfen_eval_specs_WHO_jul2006.pdf

Fonte: Ministério da Saúde
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