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domingo, 13 de março de 2016

Greve Nacional dos ACS e ACE: necessário mas possível? Como?

Olá colegas Agentes de Saúde de todo o Brasil. Estou vendo muito se falar em greve nacional dos ACS e ACE. E muitos colegas tem me perguntado sobre isso, com diversas dúvidas sobre essa possibilidade. Mas como realizar a greve nacional? É tão fácil como imaginamos? Leia esse post abaixo e compreenda nos desafios para o tal acontecimento.

Muito se fala em Greve Nacional, mas não é tão fácil como parece, vamos ver os motivos:

1° Os Agentes são servidores Municipais, para tal façanha, todos os sindicatos locais do Brasil terão que fazer uma greve conjunta e sincronizada;

2° Para esse tipo de greve, deveria ter uma uma articulação "por cima", isto é das centrais sindicais: CUT, INTERSINDICAL, CTB, por exemplo para um norte;

2° A CONACS e FENASCE, não podem deliberar greves locais e eles enfrentam uma outra situação: apesar de ter alguns sindicatos da categoria nas suas bases, estes não correspondem a 5% de sindicatos de todos do Brasil. Isto fica claro último congresso da CONACS: somente umas 30 entidades, entre sindicatos e federações participaram do evento, isso não dá nem 1% da quantidade de sindicatos que representam a categoria;

3° A maioria dos Agentes de Saúde não estão em sindicatos próprios, estes estão ligados a Sindicatos Municipais, e com isso entra em outro ator: a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal - CONFETAM, para o auxílio na articulação junto aos Sindicatos de Servidores Municipais ao longo de Brasil.

Essas são algumas (existem diversas), complicações para a greve nacional. O agente não pode fazer uma greve de qualquer jeito, senão este poderá ser penalizado em seu município. Muito cuidado colegas, porque se o servidor não comparecer ao trabalho sem justificativa se torna falta, e após um determinado tempo, poderá ser demitido por abandono de cargo.

Por essa razão cuidado a chamamentos nacionais! Sabemos que quando a batalha é local e a grande maioria da categoria participa, tem sucesso até sem qualquer entidade. Mas no caso de âmbito nacional, é muito arriscado, porque existe os fatores como o de outros municípios, por exemplo, aderirem em massa ou não ao movimento paredista.

Mas o que necessita para articular uma greve nacional?

Primeiramente, uma grande articulação, entre as Centrais Sindicais, as Confederações Nacionais, as Federações Estaduais e por fim os Sindicatos Locais, para que alinhem as deliberações.

Isso é um trabalho gigante, mas para fazer uma luta, conjunta e onde o Agente na ponta não sofra as consequências, este deverá ser o caminho.

Espero ter tirado as dúvidas dos colegas, e qualquer coisa é só perguntar abaixo.

"Na estratégia, decisão é a aplicação."
Napoleão Bonaparte
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